Seicheles é caro? Quanto custa e como poupar
A resposta honesta é sim, mas cabe em mais orçamentos do que parece. O guia franco de onde o dinheiro se vai e como cortar a conta sem estragar a viagem.
É a primeira pergunta de quase todos os portugueses, e a resposta honesta é sim, as Seicheles são caras. Mas não são inacessíveis, e a diferença entre uma viagem que arruína e uma que cabe no orçamento está em três ou quatro decisões. Aqui vai o guia franco de quanto custa e, sobretudo, de como poupar.
Onde o dinheiro se vai
O grande peso é o voo, porque não há ligação direta de Lisboa e conta-se com uma escala. Depois vem o alojamento, que vai de guest houses acessíveis a resorts de várias centenas de euros por noite. A comida fora é cara, e os passeios de barco somam. O bom é que quase todos estes pontos têm uma versão mais barata que não estraga a viagem.
O maior truque: self-catering
A decisão que mais poupa é dormir numa casa ou apartamento com cozinha em vez de um resort. As guest houses das Seicheles são acolhedoras, cheias de charme e uma fração do preço, e ter cozinha permite fazer o pequeno-almoço e algumas refeições em casa. Comprar no supermercado e nos mercados, e jantar fora só de vez em quando, corta uma parte enorme da conta. Veja as opções em onde ficar.
Comer sem gastar uma fortuna
Fuja dos restaurantes de hotel para as refeições do dia a dia. Os takeaways crioulos servem um prato de peixe ou caril com arroz por muito pouco, e o Bazar Labrin, à quarta-feira em Beau Vallon, é comida de rua barata e autêntica. O mercado de Victoria tem fruta, peixe e temperos. Guarde os jantares de frente para o mar para uma ou duas noites especiais.
Andar barato
Os autocarros públicos de Mahe e Praslin custam uma ninharia e levam quase a todo o lado. Para mais liberdade, um carro alugado desde cerca de 45 euros por dia, partilhado entre dois, sai mais barato do que somar táxis. Em La Digue, a bicicleta é o transporte e é barata.
Quando ir para gastar menos
Os voos são mais baratos fora das férias europeias, muitas vezes em junho e outubro, que por sorte são também meses de bom tempo nas ilhas. Reservar cedo e ser flexível nas datas faz uma diferença real. Veja a melhor altura para visitar.
O melhor das Seicheles é grátis
Vale a pena lembrar: as praias mais bonitas do mundo não se pagam. Nadar, caminhar nos trilhos, apanhar o pôr do sol, ver as tartarugas gigantes nos jardins, tudo isto custa pouco ou nada. As Seicheles recompensam quem gasta pouco e vive muito.
A conta redonda
Com voos em época média, guest house com cozinha, carro partilhado e refeições mistas, uma semana a dois nas Seicheles fica bem abaixo do que a fama do destino faz supor. Com resorts de luxo e ilhas privadas, não há teto. A viagem é o que fizer dela, e nós ajudamos a montar a versão que cabe no seu orçamento.
Um orçamento exemplo, para um casal
Para dar noção, eis uma semana a dois em época média, sem luxo mas sem privações. O voo pesa cerca de 1 600 euros pelos dois. Sete noites em guest house com cozinha rondam os 700 a 1 000. O carro partilhado, uns 300. A comida, com mercados e alguns jantares fora, uns 350. E dois passeios de barco, uns 200. Dá um total à volta de 3 200 a 3 700 euros para dois, o que surpreende quem esperava o dobro. Nos resorts de luxo, o mesmo período multiplica-se.
Poupar no voo, a maior fatia
Como o voo é o maior custo fixo, é aí que a poupança pesa mais. Reserve com três meses de antecedência, seja flexível nos dias, voe a meio da semana e compare Emirates, Qatar e Etihad na mesma data, porque a diferença chega às centenas de euros. Junho e outubro, fora das férias europeias, são os mais baratos.
Poupar nos passeios
Os passeios somam, mas há como os aligeirar. Escolha os dias de barco que valem mesmo, como Sainte Anne ou Curieuse, e faça o resto por conta própria: as praias, os trilhos e os jardins custam pouco ou nada. Um dia de snorkeling a partir da praia, com máscara própria, é grátis e memorável. Junte-se a um grupo partilhado em vez de um privado, se o orçamento apertar.
Cartões, câmbio e dinheiro
Use um cartão sem comissões de câmbio, pague sempre em rupias e não em euros nos terminais, e levante dinheiro em multibancos de banco. Leve algum numerário para mercados, autocarros e táxis. Evite trocar grandes quantias de uma vez, porque reconverter rupias à saída dá prejuízo.
Erros que encarecem a viagem
Três erros inflam a conta sem necessidade. Comer sempre em resorts, quando os takeaways custam um quinto. Somar táxis em vez de alugar carro ou usar o autocarro. E voar em época alta, no Natal ou em agosto, quando o mesmo voo custa o dobro. Evitá-los é metade do caminho para uma viagem acessível.
Vale a pena um pacote?
Um pacote bem montado pode sair em conta, porque junta voo, alojamento e transferes com margens negociadas. Mas nem sempre é o mais barato, sobretudo se estiver disposto a ficar em guest house e a tratar você dos passeios. Dizemos-lhe com honestidade quando compensa e quando não, e encaminhamos o pedido para a SeyBooking.com, o operador licenciado, sem lhe vender nada.
Custo por perfil de viajante
Sem o voo, o gasto diário muda muito com o estilo. Um viajante económico, em guest house com cozinha e autocarro, vive com 40 a 60 euros por dia por pessoa. Um de gama média, com hotel, carro e um jantar fora, ronda os 100 a 150. E quem procura conforto, entre resorts, excursões privadas e restaurantes, passa facilmente dos 250. Saber em que grupo se enquadra é a forma mais rápida de estimar a viagem toda.
Poupar no alojamento, em detalhe
O alojamento é o segundo maior gasto, e o que oferece mais margem. As guest houses familiares dão charme, cozinha e um preço a rondar um terço do de um resort. Fora de Beau Vallon, no interior e no sul de Mahé, os preços descem ainda mais. E ficar mais noites no mesmo sítio costuma dar desconto. Um resort de luxo guarda-se, quando muito, para as duas ou três últimas noites, como remate.
O custo de saltar entre ilhas
Mudar de ilha tem um preço que convém somar. O ferry Mahé-Praslin custa cerca de 60 euros por trajeto, e o Praslin-La Digue uns 18. O voo interno Mahé-Praslin, mais rápido, sobe para 75 a 135. Para um casal que faça as três ilhas, isto soma facilmente 200 a 300 euros. Planear bem a ordem das ilhas, sem repetir troços, é a forma de não desperdiçar dinheiro em travessias.
A verdade sobre o all-inclusive
Um resort tudo incluído pode parecer poupança, mas nem sempre é. Prende-o ao hotel, longe da comida local barata e autêntica, e o valor por noite é alto. Compensa para quem quer descanso total e não sair, mas quem gosta de explorar e comer fora gasta menos, e vive mais, numa guest house. Como quase tudo nas Seicheles, depende do tipo de viagem que procura, e ajudamos a fazer essa conta com franqueza.
Perguntas frequentes
As Seicheles são muito caras?
São caras, sobretudo o voo e os resorts, mas não inacessíveis. Com guest house com cozinha, mercados e transporte barato, uma semana fica muito abaixo do que a fama sugere.
Como poupar nas Seicheles?
Durma em self-catering com cozinha, coma nos takeaways e mercados, ande de autocarro ou carro partilhado, e voe em junho ou outubro. As praias e os trilhos são grátis.
Quanto custa uma semana nas Seicheles?
Depende sobretudo do alojamento. Com self-catering, carro partilhado e refeições mistas fica bem mais em conta do que com resorts de luxo. O voo é a maior parte fixa.
Vale a pena guest house em vez de resort?
Para poupar, muito. As guest houses são acolhedoras e baratas, e a cozinha permite poupar nas refeições, que são o segundo maior gasto.
