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Saúde e vacinas para as Seicheles

Não há vacinas obrigatórias para quem chega da Europa, e não há malária. Há cuidados simples que valem a pena.

As Seicheles são um destino saudável e seguro. Para quem viaja diretamente de Portugal não há vacinas obrigatórias, e, ao contrário de muitos destinos tropicais, não há malária nas ilhas. Isso torna-as especialmente tranquilas para famílias com crianças.

Vacinas

A vacina da febre amarela só é exigida a quem chega de um país onde a doença é endémica, o que não é o caso de quem parte de Portugal. Mantenha em dia as vacinas de rotina e confirme sempre na consulta do viajante antes de partir.

Cuidados no destino

  • O sol equatorial é forte. Leve protetor solar alto, chapéu e óculos, e reaplique com frequência, sobretudo depois do banho.
  • Leve repelente para os mosquitos ao fim do dia, mais um incómodo do que um risco de doença.
  • A água da torneira é potável na maioria dos hotéis, mas muitos preferem água engarrafada.
  • Leve os medicamentos habituais na bagagem de mão, com a receita, pois a oferta local é limitada.

Saúde no terreno

Há um hospital em Mahe e clínicas nas ilhas principais. Numa ilha remota, longe da Europa, um bom seguro de viagem com repatriamento é o cuidado mais importante que pode ter.

A mala de primeiros socorros

As farmácias existem em Mahé e Praslin, mas a oferta é mais limitada do que em Portugal e fecha cedo. Compensa levar de casa o essencial: analgésicos, antidiarreico, anti-histamínico para picadas e alergias, soro para queimaduras solares, pensos rápidos e um gel de aloé para a pele. Se toma medicação crónica, leve quantidade para toda a viagem, na bagagem de mão e com a receita, e não conte com a repor no destino.

Sol, mar e pequenos riscos

  • Escaldões são o problema mais comum. A poucos graus do equador o sol queima mesmo com céu encoberto; use fator alto, camisola de licra no snorkeling e evite o meio-dia.
  • Desidratação: beba mais água do que em Portugal, sobretudo em dias de passeio.
  • Ouriços e coral: use sapatos de água nas zonas rochosas e nunca toque no coral.
  • Dengue: há surtos pontuais transmitidos por mosquito; o repelente ao fim do dia é a melhor prevenção, já que não há vacina de rotina recomendada para o viajante comum.

Escolher um protetor que não mata o recife

Alguns parques marinhos das Seicheles desencorajam os protetores solares com oxibenzona e octinoxato, que danificam o coral. Leve um protetor reef-safe, à base de minerais, e reforce a proteção com roupa em vez de camadas e camadas de creme. É melhor para si e para os recifes que vai admirar.

Farmácias e emergência

Para uma emergência, o número nas ilhas é o 151 para ambulância e o 999 para a polícia. O hospital central fica em Victoria; Praslin e La Digue têm centros de saúde. Guarde o contacto de assistência da sua seguradora no telemóvel, porque é ela que coordena um eventual repatriamento, o cuidado que mais importa a esta distância da Europa.

A consulta do viajante

Mesmo sem vacinas obrigatórias, vale a pena marcar uma consulta do viajante algumas semanas antes de partir, sobretudo se levar crianças, se estiver grávida ou se tiver uma condição crónica. O médico confirma as vacinas de rotina, aconselha sobre a proteção contra o mosquito e ajuda a montar a mala de medicamentos. É também a altura certa para rever a validade de qualquer vacina que já tenha e para pedir relatórios da medicação que leva, úteis se precisar de assistência no destino.

Crianças, grávidas e condições crónicas

As Seicheles, por não terem malária, são um destino tropical relativamente tranquilo para famílias e grávidas. Os cuidados são de bom senso reforçado: proteger bem do sol, hidratar mais, vigiar as crianças na água e ter à mão os medicamentos habituais, já que a reposição local é limitada. Quem faça mergulho deve respeitar os intervalos antes de voar, e quem tenha uma condição cardíaca ou respiratória deve falar com o médico sobre a viagem longa com escala. Um seguro com boa cobertura fecha o quadro.

Comer com segurança

A comida crioula é fresca e segura na esmagadora maioria dos casos. O bom senso tropical aplica-se: prefira peixe e marisco bem cozinhados, coma a fruta lavada ou descascada, e nos primeiros dias vá com calma com os pratos muito picantes. A água engarrafada evita qualquer incómodo digestivo, sobretudo nas ilhas mais pequenas. Com estes cuidados simples, comer nas Seicheles é um dos prazeres da viagem, não um risco.

Praia de Beau Vallon, Mahé
O maior cuidado de saúde nas ilhas é banal, o sol equatorial, que queima em minutos.
Mais cuidados

Saúde, ainda mais fundo

Enjoo no mar

A travessia longa de Mahé a Praslin, em mar aberto, pode balançar na monção de sudeste. Quem enjoa deve sentar-se no convés inferior, ao centro, tomar um comprimido antes de embarcar e fixar o horizonte. As rotas curtas, como Praslin a La Digue, sentem-se pouco. Em alternativa, o voo interno evita o mar.

Alergias e comida

A cozinha crioula usa muito peixe, marisco, coco e especiarias. Quem tem alergias deve aprender as palavras-chave em inglês, porque é a língua franca dos restaurantes, e avisar sempre. Os resorts adaptam-se bem a dietas; nos takeaways locais, pergunte os ingredientes antes de pedir.

Mergulhar e voar depois

Depois de mergulhar com garrafa, deve esperar dezoito a vinte e quatro horas antes de apanhar um avião, incluindo o voo interno e o de regresso. Planeie o último mergulho para o penúltimo dia, nunca para a véspera da partida, para evitar o risco de doença de descompressão.

Grávidas e famílias

Sem malária, as Seicheles são um destino tropical tranquilo para grávidas e crianças. Os cuidados são de bom senso reforçado, muita proteção solar, hidratação e vigilância na água. Ainda assim, confirme com o médico antes de viajar, sobretudo a partir do segundo trimestre e para a viagem longa com escala.

Se adoecer depois de voltar

Se tiver febre nas semanas seguintes ao regresso, diga ao médico que esteve num destino tropical, para excluir dengue ou outra infeção transmitida por mosquito. Guarde os documentos do seguro e os relatórios médicos que trouxer, que podem ser úteis para o acompanhamento em Portugal.

Contactos úteis

Guarde no telemóvel o 151 para ambulância e o 999 para a polícia, o contacto do seu alojamento e, acima de tudo, a linha de assistência 24 horas do seguro, que coordena qualquer transferência ou repatriamento. A esta distância da Europa, é o número mais importante da viagem.

Insolação e desidratação, os sinais

O calor equatorial engana. Fique atento a tonturas, náuseas, dor de cabeça e pele quente e seca, sinais de insolação, sobretudo nas crianças e nos mais velhos. À primeira suspeita, procure sombra, arrefeça o corpo e beba água aos poucos. Prevenir é simples, evitar o sol do meio-dia, usar chapéu e beber muito mais água do que em Portugal.

Ouvidos, cortes e o mar

Quem faz muito snorkeling pode ter otite do nadador, uma inflamação do ouvido; secar bem os ouvidos ajuda a prevenir. Os cortes em coral ou rocha infetam com facilidade no trópico, por isso lave e desinfete logo qualquer ferida e use sapatos de água nas zonas rochosas. Um pequeno kit com desinfetante e pensos resolve a maioria dos percalços de praia.

Perguntas frequentes

O essencial, respondido.

Preciso da vacina da febre amarela para as Seicheles?

Só se chegar de um país onde a doença é endémica. Vindo de Portugal, não é exigida.

Há malária nas Seicheles?

Não. As Seicheles estão livres de malária, o que as torna um destino tropical especialmente tranquilo para famílias.

A água é potável nas Seicheles?

Na maioria dos hotéis a água da torneira é potável, mas muitos viajantes preferem água engarrafada, sobretudo fora dos resorts.

Que levo na mala de primeiros socorros?

Analgésicos, antidiarreico, anti-histamínico, gel de aloé para queimaduras solares, pensos e a sua medicação habitual com a receita, já que a oferta local é limitada.

Que protetor solar devo levar?

De preferência reef-safe, à base de minerais, sem oxibenzona nem octinoxato, que danificam o coral. Alguns parques marinhos desencorajam os protetores químicos.

Que cuidados de saúde devo ter?

Proteção solar alta, repelente ao fim do dia, os medicamentos habituais na bagagem de mão e um bom seguro de viagem com repatriamento.

Há bons cuidados médicos nas ilhas?

Há um hospital em Mahe e clínicas nas ilhas principais. Para casos sérios, o repatriamento coberto pelo seguro é essencial, dada a distância à Europa.

Boa viagem.

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