Mahe
A ilha de chegada e a maior. Praias longas, montanha verde e Victoria, uma das capitais mais pequenas do mundo.
Quer incluir Mahe no roteiro?
Montamos a viagem com as noites certas em cada ilha, os ferries e os transferes, e encaminhamos para a reserva.
Mahe é a porta de entrada das Seicheles e a maior das ilhas. Aqui fica o único aeroporto internacional, a capital Victoria e mais de metade da população do país. É também a ilha mais variada, com sessenta e cinco praias contadas, uma cordilheira coberta de floresta e a melhor rede de estradas do arquipélago. Quase todas as viagens começam por aqui, e muitas nunca precisam de sair.
Victoria, a capital de bolso
Victoria é uma das capitais nacionais mais pequenas do mundo, e faz-se a pé numa manhã. O coração é o mercado Sir Selwyn Selwyn-Clarke, cheio de peixe fresco, fruta, especiarias e o burburinho crioulo do país. Ao lado ergue-se o Little Ben, uma réplica em miniatura do relógio de Londres, o símbolo da cidade. Vale a subida ao Jardim Botânico Nacional, com as suas tartarugas gigantes e um bosque de coco de mer, e uma passagem pelos templos hindu e chinês e pela catedral, que contam a mistura de povos das ilhas.
As praias de Mahe
Nenhuma outra ilha tem tanta escolha. Beau Vallon, no noroeste, é a mais animada, uma longa baía de areia dourada com restaurantes, desportos aquáticos e um mar calmo quase todo o ano, ideal para famílias. No sul selvagem, Anse Intendance e Anse Takamaka são de cortar a respiração, largas e emolduradas por palmeiras, mas com ondulação e correntes que pedem respeito. Anse Soleil e Petite Anse escondem-se no fim de estradas íngremes, e Port Launay, dentro de um parque marinho, é das mais tranquilas. Veja as fichas de cada uma em as melhores praias das Seicheles, com a informação honesta sobre quais são calmas para nadar.
A montanha e a floresta
O interior de Mahe é quase todo o Parque Nacional do Morne Seychellois, uma cordilheira verde coberta de floresta húmida que sobe aos 905 metros. É aqui que se fazem os melhores trilhos da ilha, como o de Copolia, uma caminhada curta que termina numa laje de granito suspensa sobre Victoria e a costa leste, ou o Morne Blanc, na floresta de nuvens. A estrada panorâmica de Sans Souci atravessa a montanha e liga a costa leste à oeste por entre miradouros e a antiga plantação de chá.
O mar à porta
De Mahe partem os passeios ao Parque Marinho de Sainte Anne, o snorkeling mais fácil e imediato das ilhas, e as saídas de mergulho de Beau Vallon, com os destroços das Twin Barges e os granitos submersos cheios de vida. Para comer, o guia de onde comer em Mahe vai do peixe grelhado de rua do Bazar Labrin, à sexta-feira em Beau Vallon, aos jantares à beira-mar do sul.
Como chegar e circular
Chega-se a Mahe de avião, ao aeroporto internacional a leste de Victoria. Daqui saem os ferries para Praslin e La Digue e os voos internos. Para percorrer a ilha, um carro alugado é a melhor opção, desde cerca de 45 euros por dia, embora haja autocarros baratos e frequentes e táxis. Um transfer resolve a chegada ao hotel.
Quanto tempo e onde ficar
Três noites chegam para provar o essencial e servir de base a passeios de barco, mas quatro ou cinco deixam ver a montanha e o sul com calma. Mahe tem a maior variedade de alojamento das ilhas, do resort de cinco estrelas à guest house familiar com vista de mar. Veja onde ficar e comece a montar o roteiro.
| Ficha de Mahe | |
|---|---|
| Área | 157 km² |
| Praias | cerca de 65 |
| Ponto mais alto | Morne Seychellois, 905 m |
| Base para | Sainte Anne, Victoria, o sul |
A ilha por zonas, e onde ficar em cada uma
Mahé divide-se, na prática, em quatro zonas com carácter próprio. O noroeste, à volta de Beau Vallon, é o mais animado e prático, com a maior concentração de hotéis, restaurantes e centros de mergulho, a dez minutos de Victoria. A zona de Victoria e Eden Island, a leste, junta a capital, o porto dos ferries e a marina moderna, boa base para quem quer tudo à mão. O sul, de Baie Lazare a Anse Intendance e Takamaka, é o mais selvagem e romântico, de praias grandes e resorts recatados. E o sueste, em Anse Royale, é mais residencial e tranquilo, com boas praias de laguna e o Jardin du Roi por perto. Escolher a zona é meio caminho para escolher o hotel; veja as opções em onde ficar.
Comer em Mahé
Mahé é o melhor sítio das ilhas para comer bem e barato. O ritual imperdível é o Bazar Labrin, o mercado de rua que anima Beau Vallon à quarta-feira ao fim do dia, com peixe grelhado, caris crioulos e música. Os takeaways de aldeia servem um prato de peixe com arroz e rougail por muito pouco, e os restaurantes do sul juntam frescura e vista de mar. Prove o caril de peixe, o polvo, a fruta-pão e, ao fim da tarde, um rum Takamaka, destilado na própria ilha e que se pode visitar. O guia de onde comer em Mahé reúne as escolhas certas.
Um dia perfeito em Mahé
Comece cedo por Victoria, ainda fresca, entre o mercado, a Torre do Relógio e o Jardim Botânico. A meio da manhã, suba a estrada panorâmica de Sans Souci até à Mission Lodge, com vista sobre a floresta, e siga para o sul. Almoce à beira-mar em Baie Lazare, passe a tarde numa praia recatada como Anse Soleil ou Petite Anse, e termine o dia a ver o sol cair em Beau Vallon, de copo na mão. Num só dia terá visto a capital, a montanha e o melhor da costa.
História e gente
Mahé é o coração humano das Seicheles, com mais de metade da população do país. Povoada pela França a partir de 1770 e depois administrada pela Grã-Bretanha, a ilha herdou uma cultura crioula mestiça, de raízes africanas, europeias, indianas e chinesas, que se sente na língua, na cozinha e nas festas. Victoria guarda essa mistura em pequenos monumentos: os templos hindu e chinês, a catedral, as galerias de arte de Michael Adams e George Camille. É uma sociedade tranquila, religiosa e acolhedora, das mais pacíficas do mundo.
Caminhar e ir mais longe
Quem gosta de andar tem em Mahé os melhores trilhos do arquipélago, do curto Copolia, que termina numa laje suspensa sobre a costa, ao trilho até Anse Major, uma praia sem estrada alcançada a pé pela falésia. Para o mar, os passeios ao Parque Marinho de Sainte Anne partem daqui, e é também de Mahé que se apanha o ferry para as outras ilhas.
As praias de Mahé, uma para cada dia
Mahé tem mais de sessenta praias, e a variedade é o seu trunfo. Beau Vallon é a mais completa, larga e com serviços; Anse Royale e Baie Lazare têm laguna calma para famílias; Anse Soleil e Petite Anse são recantos de granito recatados; Anse Intendance e Takamaka impressionam pelo mar aberto e a rebentação. A remota Anse Major, sem estrada, alcança-se a pé pela falésia. Veja quais são calmas para nadar nas fichas de praia.
Victoria, ao pormenor
A capital é uma das menores do mundo e percorre-se a pé numa manhã. O mercado Sir Selwyn Clarke, de peixe, fruta e especiarias, é o coração da cidade, ao lado da Torre do Relógio vitoriana. Somam-se o Jardim Botânico com as suas tartarugas, o templo hindu colorido, a catedral e as galerias de arte. É a paragem cultural obrigatória entre dias de praia.
Mahé com crianças
É a ilha mais fácil para famílias. As lagunas rasas de Beau Vallon e Anse Royale são seguras para os mais pequenos, há hospitais e farmácias à mão, e as distâncias são curtas. As tartarugas gigantes dos jardins, o parque marinho de Sainte Anne visto por um barco de fundo de vidro e os trilhos curtos entretêm crianças de todas as idades, sem grandes deslocações.
Chegar e circular em Mahé
Mahé tem o único aeroporto internacional do país, na costa leste, a poucos minutos de Victoria. Para se mover, há a rede de autocarros públicos, barata e extensa, o carro de aluguer, a melhor opção para as praias afastadas, e os táxis para trajetos avulsos. De Victoria partem os ferries e os voos internos para Praslin e La Digue.
Compras e lembranças
As melhores recordações de Mahé são simples: baunilha e canela do mercado, chá da fábrica de Sans Souci, rum Takamaka da destilaria local, que se visita, e a arte tropical das galerias de Michael Adams e George Camille. Evite conchas e coral, cuja apanha é proibida, e leve o coco-de-mer só com o certificado oficial.
Melhor altura para Mahé
Como as praias de Mahé olham para todos os lados, há sempre uma abrigada. De maio a setembro, com o vento de sudeste, prefira o noroeste, como Beau Vallon. De dezembro a março, o sul fica mais calmo. As viragens de monção, em abril e outubro-novembro, dão o melhor mar em quase toda a ilha. Faz calor o ano inteiro.
Sair de Mahé em barco
Muita da magia de Mahé está no mar à volta. Do porto de Victoria e de Beau Vallon partem os passeios ao Parque Marinho de Sainte Anne, com seis ilhas, snorkeling fácil e as tartarugas de Moyenne. Há saídas de observação de golfinhos, pesca desportiva e cruzeiros ao pôr do sol, e é também daqui que se alcança a selvagem ilha de Silhouette, coberta de floresta. Um dia no mar é o complemento perfeito dos dias de praia, e os passeios partem quase todos de Mahé.
Mahe em imagens






Perguntas sobre Mahe
Vale a pena ficar em Mahe?
Sim. É a ilha mais variada, com a maior escolha de praias, hotéis e restaurantes, e a base natural para os passeios de barco. Quase todas as viagens começam por aqui, e muitas ficam sobretudo em Mahe.
Preciso de carro em Mahe?
Ajuda muito. A ilha é grande e as praias estão espalhadas por estradas de montanha. Um carro alugado desde cerca de 45 euros por dia dá liberdade total. Há também autocarros baratos e frequentes e táxis para trajetos pontuais.
Quantos dias em Mahe?
Três a cinco noites. Três para o essencial, mais para juntar a montanha, o sul selvagem, Victoria e vários passeios de barco a partir do porto.
Qual é a melhor praia de Mahe?
Depende do que procura. Beau Vallon para animação e mar calmo, Anse Intendance e Takamaka para cenário selvagem, Anse Soleil e Port Launay para tranquilidade. Todas têm ficha detalhada no nosso guia de praias.
Mahe tem vida noturna?
Alguma, sobretudo em Beau Vallon e Eden Island, com bares, alguns restaurantes até tarde e o casino. As Seicheles são um destino tranquilo, não uma capital de festa, e é isso que a maioria procura.