O que ver em Victoria, a capital das Seicheles
A mais pequena capital do mundo cabe numa manhã, e vale cada minuto. O guia da cidade de Mahé.
Victoria, na costa nordeste de Mahé, é uma das mais pequenas capitais do mundo e vê-se bem numa manhã. É o coração administrativo das Seicheles e o melhor sítio para sentir a vida crioula fora dos resorts. Comece cedo, antes do calor, e vá a pé.
A Torre do Relógio
O marco da cidade é a Torre do Relógio, uma réplica em miniatura do relógio de Vauxhall de Londres, erguida em 1903. Pequena e prateada no meio do cruzamento principal, é o ponto de encontro de Victoria e a fotografia obrigatória de quem passa pela capital.
O Mercado Sir Selwyn Clarke
A poucos passos fica o mercado municipal, o coração pulsante da cidade. Bancas de peixe acabado de chegar, montes de fruta tropical, especiarias, baunilha e o rum Takamaka. É colorido, vivo e o melhor sítio para comprar temperos e provar a Victoria de verdade. Vá de manhã, quando o peixe é mais fresco.
Templos, jardins e arte
Victoria surpreende pela mistura. O colorido templo hindu Arul Mihu Navasakthi Vinayagar, a catedral, o pequeno Jardim Botânico com as suas tartarugas gigantes e palmeiras de coco-do-mar, e as galerias de arte que fizeram a fama das ilhas, como a de Michael Adams e a George Camille, com o traço tropical que se vê por todo o arquipélago.
O Jardim Botânico Nacional
A poucos minutos do centro, o Jardim Botânico, criado em 1901, é uma pausa verde e fresca do calor da cidade. Em cerca de uma hora percorrem-se avenidas de palmeiras centenárias, um bosque de coco-de-mer, um pequeno recinto de tartarugas gigantes de Aldabra que se podem ver de perto, e um jardim de especiarias e orquídeas. É um bom primeiro contacto com a natureza única das Seicheles, sobretudo para quem não vai chegar a Praslin ou às ilhas exteriores. A entrada é económica e o jardim está quase sempre tranquilo.
História numa manhã
Victoria conta a história das ilhas em pequenos marcos. A Torre do Relógio, de 1903, foi erguida em memória da rainha Vitória e copia o relógio de Vauxhall, em Londres, um sinal do passado britânico. Perto ficam a Casa do Povo, o antigo tribunal, e os monumentos ao bicentenário da cidade, três pares de asas que assinalam as origens africanas, europeias e asiáticas do povo seichelense. Templos hindus e chineses, uma catedral católica e uma igreja anglicana convivem a poucas ruas umas das outras, num retrato raro de convivência.
Comer e comprar na capital
Ao meio-dia, os takeaways crioulos da cidade servem caris, peixe e rougail por pouco dinheiro, e há cafés para um sumo de fruta fresca. Para levar para casa, o mercado e as lojas de Market Street vendem baunilha, canela, chá das Seicheles e rum Takamaka, as melhores lembranças da ilha. Evite comprar conchas ou coral, cuja venda é proibida, e guarde os recibos das compras de maior valor.
Como chegar e quando ir
Victoria fica na costa nordeste de Mahé, a poucos minutos do aeroporto e de Beau Vallon. Chega-se de carro, táxi ou autocarro, com o terminal principal da ilha mesmo no centro. Vá de manhã cedo, antes do calor e do movimento, e reserve o domingo para outra coisa, porque muito fecha. Meia manhã chega para o essencial; junte o Jardim Botânico e as galerias para um programa de meio dia.
Arte e museus
Victoria tem uma vida artística surpreendente para o seu tamanho. As galerias de Michael Adams, com o seu traço tropical explosivo, e de George Camille são paragens felizes para quem gosta de arte, e vendem gravuras que cabem na mala. O pequeno Museu Nacional de História, junto à Torre do Relógio, conta a história das ilhas, da Pedra da Posse francesa aos objetos crioulos do dia a dia. É uma forma tranquila de perceber de onde vem o país antes de partir para as praias.
Um roteiro de meia manhã
Se só tem umas horas, faça assim: comece no mercado logo à abertura, quando o peixe chega, siga para a Torre do Relógio e as ruas em volta, entre pelo templo hindu colorido, e termine no Jardim Botânico com as tartarugas gigantes. São três ou quatro paragens a poucos minutos a pé umas das outras, e no fim ficou com o retrato completo da mais pequena capital do Índico. Depois, a ilha inteira espera lá fora.
Perguntas frequentes
Quanto tempo é preciso para ver Victoria?
Uma manhã chega para o essencial: a Torre do Relógio, o mercado, o templo e o jardim botânico. Meio dia se quiser as galerias com calma.
Vale a pena visitar Victoria?
Sim. É a forma mais fácil de ver a vida crioula, comprar especiarias e sentir as Seicheles fora dos resorts.
Como chego a Victoria?
De carro, táxi ou autocarro a partir de qualquer ponto de Mahé. Fica perto do aeroporto e de Beau Vallon.
Victoria vale a pena com pouco tempo?
Sim. Em meia manhã vê o mercado, a Torre do Relógio, o templo hindu e o Jardim Botânico com as tartarugas gigantes, tudo a poucos minutos a pé umas das outras, e sente a vida crioula fora dos resorts.
